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todos os casarões, ou melhor, prédios
em estilo colonial da Praça da Matriz, foram
construídos pelo engenheiro Dr. Pedro Augusto
Calazans.
Até então
existiam algumas casas pequenas de pau a pique. “Pau
a pique” são paredes de madeira roliças
finas, trançadas de bambu e amarradas com cipó,
mais ou menos 10 centímetros de largura, preenchidas
e revestidas de barro.
O prédio da
Fundação Cultural, foi construído
em 1878, para abrigar uma fábrica de meias
de algodão, matéria prima em abundância
na época em nossa cidade. Aqui cabe uma explicação:
devido ao declínio do ciclo cafeeiro no Vale
do Paraíba e para evitar o êxodo de famílias
inteiras Paraibuna, em busca de cultura para seus
filhos, também para garantir seus patrimônios
econômicos e muitas delas, como barão
Duprat, abandonaram propriedades enormes, fazendas
e casas na cidade. os políticos da época,
muito dedicados ao bem estar e com o progresso de
Paraibuna, se reuniram com a força econômica
da cidade e procuraram fazer empreendimentos arrojados
no município, como a fábrica de meia
. Para se Ter uma idéia desta preocupação
em manter estas famílias em Paraibuna, mais
de uma fábrica foi montada em Paraibuna, no
local onde hoje se encontra a Fundação
Cultural Benedicto Siqueira e Silva . Deve-se levar
ainda em consideração que a matéria
prima era farta . Com a queda do café tudo
isso se acabou.
O prédio da
Fundação Cultural, foi também
sede da empresa força e luz Paraibunense, que
fundou a Comepa - Companhia Melhoramento de Paraibuna
que deu origem a Cesp, Companhia Energética
de São Paulo. Foi a primeira sede da Associação
Esportiva Paraibunense, Prefeitura Municipal e hoje
Fundação Cultural Benedicto Siqueira
e Silva.
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