| Dr.
Joaquim Manoel Gonçalves de Andrade, cavaleiro
da Ordem de Cristo, Arcadiago da Catedral desta Imperial
cidade de São Paulo, nela e em todo seu Bispado.
Pede que seja concedida
a faculdade para que na cidade de Paraibuna se possa
erigir e fundar uma capela dedicada à mesma
Senhoraia do Rosário, contanto que seja em
lugar alto, livre de umidade, e que tenha âmbito
em roda para poder andar as procissões. Em
julho de 1841 teve começo abertura dos alicerces
para a construção da igreja de Nossa
Senhora do Rosário, nesta cidade, por iniciativa
de Salvador Rodrigues de Sant’Anna, que foi
protetor da mesma igreja até o ano de 1871.
Durante as épocas de 1843 a 1858 aconteceu
uma paralisação nas obras. Em 1858 o
Cel. Marcelino José de Carvalho fez uma subscrição
entre poucas pessoas a fim de auxiliar a continuação
da referida obra .
Em 1870, sendo Juiz
Municipal deste termo, o Dr. Antônio Cândido
de Almeida e Silva, no louvável intento de
prestar um serviço à
religião, e a este lugar, continuou a nobre
tarefa de concluir a referida igreja, que se achava
apenas em “TAIPA” e coberta,
e esmolando entre o povo, essa, honra seja feita,
não se furtou a auxílios piedosos. E
arrecadando diversas quantias pertencentes à
Igreja, e que se achavam esparsas, e com esmolas aumentadas
dos Irmãos, visto ter também promovido
a reorganização da Irmandade, conseguiu
reunir até princípio do ano de 1872
uma grande soma, que mandou empregar na referida obra,
pelo mesmo fiscalizada.
As obras foram retomadas
com toda força pelo Dr. Antônio Cândido
de Almeida e Silva. Preenchida a solenidade da bênção
da nova igreja, conforme o ritual Romano, foi em 8
de 1871, cantada a primeira missa solene, sendo celebrante
o então vigário Antônio Pires
do Prado . Entretanto, nos dias atuais, a igreja do
Rosário encontra-se em plena reforma.
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