| Havia
entre os produtores paraibunenses um grande interesse
em ter um local apropriado para comercializar seus
produtos agrícolas.
Essa vontade foi
concretizada pelo Sr. José Porfírio
da Silva, que construiu o MERCADO MUNICIPAL DE PARAIBUNA
no ano de 1880: um barracão, com piso de chão
batido (terra compactada).
Paraibuna foi no
início deste século um grande exportador
de suínos. Existia do lado esquerdo do barracão,
bancadas de madeira, com um metro de largura, sem
emendas, ocupando mais da metade do mercado, para
exposição de suínos abatidos
. A sua avaliação era feita pela espessura
do toucinho, gordura entre a pele e a carne.
Negociavam toucinho
os Srs. Jacinto de Leme, Francisco de Lima e José
Belo. O Sr. Benedito Antônio Diniz era vendedor
de sal. Os produtores rurais negociavam seus produtos
diretamente com os consumidores. Vendiam café
em casca, arroz, frutas, palmito, fubá, feijão,
quirera, farinha de mandioca e de milho, rapadura
e bananas. Havia muita fartura naquela época.
Paraibuna era considerada o Celeiro do Vale do Paraíba.
Na esquina ao lado do Mercado havia um curral, onde
eram recolhidos os burros de carga e os carros de
boi que faziam o transporte na época. No pátio,
em frente ao Mercadoo, havia uma grande árvore,
carvalho, que proporcionava uma maravilhosa sombra,
aproveitada para venda de garapa (caldo de cana).
O Mercado Municipal
é importante para Paraibuna, tanto no âmbito
comercial como no social, pois ali se concentram a
comunidade rural e a urbana; onde se confraternizam,
conversando sobre variados assuntos. Hoje o prédio
tem o piso de pedra e possui 41 boxes, havendo até
mesmo uma barbearia. Há tradições
que são mantidas até hoje, como o afogado,
prato típico da região . O afogado é
encontrado diariamente em restaurantes da cidade.
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