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Terça, 7 de Setembro de 2004
Um oásis a caminho do litoral
  Pontos Turísticos
Mercado Municipal     

Havia entre os produtores paraibunenses um grande interesse em ter um local apropriado para comercializar seus produtos agrícolas.

Essa vontade foi concretizada pelo Sr. José Porfírio da Silva, que construiu o MERCADO MUNICIPAL DE PARAIBUNA no ano de 1880: um barracão, com piso de chão batido (terra compactada).

Paraibuna foi no início deste século um grande exportador de suínos. Existia do lado esquerdo do barracão, bancadas de madeira, com um metro de largura, sem emendas, ocupando mais da metade do mercado, para exposição de suínos abatidos . A sua avaliação era feita pela espessura do toucinho, gordura entre a pele e a carne.

Negociavam toucinho os Srs. Jacinto de Leme, Francisco de Lima e José Belo. O Sr. Benedito Antônio Diniz era vendedor de sal. Os produtores rurais negociavam seus produtos diretamente com os consumidores. Vendiam café em casca, arroz, frutas, palmito, fubá, feijão, quirera, farinha de mandioca e de milho, rapadura e bananas. Havia muita fartura naquela época. Paraibuna era considerada o Celeiro do Vale do Paraíba. Na esquina ao lado do Mercado havia um curral, onde eram recolhidos os burros de carga e os carros de boi que faziam o transporte na época. No pátio, em frente ao Mercadoo, havia uma grande árvore, carvalho, que proporcionava uma maravilhosa sombra, aproveitada para venda de garapa (caldo de cana).

O Mercado Municipal é importante para Paraibuna, tanto no âmbito comercial como no social, pois ali se concentram a comunidade rural e a urbana; onde se confraternizam, conversando sobre variados assuntos. Hoje o prédio tem o piso de pedra e possui 41 boxes, havendo até mesmo uma barbearia. Há tradições que são mantidas até hoje, como o afogado, prato típico da região . O afogado é encontrado diariamente em restaurantes da cidade.